Pedofilia em Campina Grande -Pb  escrito em quarta 16 junho 2010 13:28










A Capital mundial do forró, Campina Grande-Paraíba, foi alvo de denuncia por parte do repórter e apresentador Roberto Cabrini, que apresenta o Conexão Repórter no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) na noite de segunda feira, dia 07 de junho do corrente ano.


A Equipe do Conexão Repórter passaram quatro meses fazendo reportagem investigativa para tentar descobrir uma suposta rede de prostituição infantil, gerenciada por uma menor de nome Preta, que segundo a reportagem, ela aliciava outras adolescentes a fazer sexo com turistas, variando o preço do contrato para a pratica sexual ilegal, de 70 a 200 reais.


As jovens participantes da entrevista, em boa parte, moram no Bairro da Glória I e II, um bairro pobre, ou melhor, é um conjunto popular na periferia de Campina, que abriga os antigos moradores da extinta Favela da Cachoeira, que é justamente o bairro que moro desde a sua fundação já que sou filho da extinta favela.


Foi apresentada a imagem e voz de Meninas de 10, 11, 17 anos que confessaram na reportagem (em muitos casos com câmara escondida e exibidas não sei se com a permissão dos pais das meninas já que elas são menores de idade), que elas praticam o ato de prostituição infantil, motivadas pela carência financeira e por incentivo de amigas de escola (e do próprio bairro onde mora) que assim como elas, já tinha recebido o convite para entrar no mundo da estrema humilhação psicossocial.


Uma das meninas chegou a afirmar que já praticou sexo com policiais, outras disseram que o dinheiro que recebem dos clientes serve para ajudar em casa no orçamento, isto é, dão aso seus pais para comprar comida. Os Pais que participaram da entrevista alegaram não conhecer a subvida das suas filhas, outros disseram que sabiam que as mesmas perderam a virgindade, mas não eram dos seus conhecimentos, o conhecer da vivencia na pratica da prostituição infantil revelada pelo repórter Roberto Cabrini.


O engraçado de tudo é que um repórter do sudeste do Brasil, sem se quer conhecer a fundo a nossa Paraíba, em menos de quatro meses, conseguiu desvendar essa infame decadência com os nossos jovens. Não existe policia na Paraíba? Não existe Ministério Publico na PB? Por que o repórter humilhou a Policia, os assistentes sócias da PMCG e o próprio Ministério Publico, ao mostrar essa reportagem ele quis mostrar que o estado da Paraíba não tem condição de fazer um investigação sigilosa, para tentar descobrir e boicotar o comercio do sexo infanto-juvenil, que foi revelada explicitamente pelo repórter Roberto Cabrini por meio do SBT.


O mais aberrante de tudo, foi o local marcado que ocorreu o encontro forjado pela equipe do Conexão Repórter com as meninas, eles se passaram como turistas do sexo para atrair as adolescentes, que pensavam que fossem clientes, o local estavam a menos de 200 metro da delegacia de Policia Federal em Campina Grande. Pense numa vergonha que a PF passou!

Será que é preciso vir um repórter do sudeste para ver o que está na cara das nossas autoridades? Quem poderá desvendar o elo perdido do comercio do sexo infanto-juvenil em Campina, que tudo brasileiro hoje sabe que existe? A Paraíba passou por ridículo, diante das revelações do Cabrini a todo o Brasil, que pode ver que a Paraíba em especial Campina e João Pessoas é terra sem Lei e sem gerente que pensa!

Não é pecado questionar: onde está a CPI da Prostituição infantil que apurava a participação de empresários, políticos, jornalistas, médico, pessoas de renomes, que supostamente estavam envolvidos com pratica de prostituição infantil?


Em 2004 foi divulgada uma lista com nomes de nobres, que foram citados nessa lista, “lista dos papafigo” de Campina e de quase toda Paraíba, só que não deu em nada. A sociedade paraibana clama por resposta da justiça e de todos os que foram eleitos com o voto do povo.

O Estado, precisa se justificar perante o povo, pois nomes de pessoas foram expostas ao ridículo como se já fossem culpados do crime contra as nossas crianças, e até agora, ninguém foi considerado culpado ou inocente.

Tinha-se inocente na lista da CPI da Prostituição infantil que apurava denuncias em Campina (PB)? Não sei se tinha, nem posso afirmar se tinha alguém culpado, porém, é de estranhar o porquê os citados, não entraram com ação na justiça, exigindo indenização pelo crime praticado contra a sua pessoa por ter seu nome exposto ao ridículo da imoralidade, e por que nenhum dos suposto culpados foram condenados.


À Paraíba aguarda a resposta final dos que ficaram calados, e não deram andamentos na apuração das denuncia! Certamente calaram-se por que não tinha nenhuma filha dos representantes da tripartite do Poder envolvidas como supostas participantes dessa desgraça nacional e internacional, que é a prostituição infantil.


O Ministério Publico Paraibano, se não der andamento na apuração, das denuncia requentadas, estará revelando que o Roberto Cabrini tem razão, e além de ter razão (já que nada foi provado por concreto), ele tem mais preparo do que todas as autoridades do Estado porque ele desmoralizou a as policias civil, militar e federal e o próprio Governo da Paraíba, mostrando que são inoperantes para com o povo.


O grande Roberto Cabrini veio a Campina e depois foi tomar o seu melhor whiskey nas praias de São Paulo, mas o que o que ficou na PB, foi à descriminação e o alto incentivo ao turismo sexual infantil. Sabe por quê? Por que sua reportagem foi maravilhosa, para render fama e ibope a o Conexão Repórter, por que bem sei da boa intensão do Cabrini mas ele não tem o poder de policia nem do a força do MP. O maior pecado da reportagem, foi não ter velado os nomes dos que lhe indicaram o telefone da jovem Preta por que sabemos que nada acontece por acaso, ou melhor, quem lhe encaminhou os meios de contato com as adolescentes, se assim fizesse ele facilitaria a prisão dos culpados, mas no caso de Campina não houve demonstração explicita desse interesse por parte da Equipe do Conexão.


Todos sabem que os culpados não foram apontados, já que as jovens são vitimas. Então podemos ver que, sua reportagem teve dois alvos, fortalecer seu ibope e manchar a imagem de Campina Grande e em especial do bairro que moro, o Bairro da Gloria, que já sofre tanta descriminação e com essa matéria mal feita, digo isso, por que não foi apontou os culpados, se quer disseram quem gerou a articulação de contatos entre as meninas e a sua equipe, e que só as supostas vitimas apareceram, e com isso, o Bairro Glória passou a ser mais ainda queimado na fogueira da descriminação daqueles que pensam que na periferia só tem os demônios do inferno social que fortalecem o crescimento e avanço do narcotráfico e da prostituição infantil.


Moro no bairro da Glória, posso ver de perto vários carros de luxo entrando no Gloria depois das 22 horas estranhamente. Na verdade é preciso dizer que, o bairro da Glória, não faz interligação com nenhum bairro nobre de Campina em via leste e seus moradores (a maioria) são: desempregados, servente de pedreiro, servidores públicos, assalariados e os que sustentam a economia informal, sem falar dos que dependem das esmolas do governo federal, por isso podemos analisar e ver que, nenhum morador podem comprar determinados carros que circulam fora de hora no bairro da Glória, a procura, ninguém sabe de quê.


Na Favela da Cachoeira isso não existia, por que lá, nem jumento descia, todos nós éramos tratados por muitos que não conhecia a nossa dor, como se fossemos bandidos, isto é, menos em época de eleição. Até mesmo, agentes da policia tinham medo de entrar na “Cachanga” depois das 22 horas, agora, é de estranhar carros de luxo circular por dentro do Glória, sem ter característica de carro da PM ou de qualquer força policial.


No Gloria não tem restaurante de luxo, pizzaria, danceteria, casa de promiscuidade que as elites usam como passa tempo. Depois das 22 horas quem reina no Gloria é o silencio, porque não temos uma área de lazer para nossas crianças e moradores poderem se divertir, praticar esporte ou jogar seu dominó. Se não existe meio de atração para os grandes se divertirem, por que esses nobres sempre visitam o nosso bairro na madruga?


Falta em Campina como em toda Paraíba, para radicalizar, falta no Brasil, o fortalecimento da Policia Forense e atuação da mesma em investigar certos atos criminosos e por na cadeia os bandidos da exploração sexualidade infantil. Mas é preciso também que o retrato da incompetência dos nossos deputados federais e do presidente da republica, seja reformado, por que eles não procuram mudar o nosso Código Penal brasileiro, e a não mudança ajuda essa desgraça crescer em todo País.


Com a Palavra o Ministério Publico da Paraíba e o govenador, por que mais uma vez digo: Um simples repórter que não conhecer a fundo os pontos geográficos da PB desmoralizou a policia militar da Paraíba, Policia Civil e federal demonstrando que não existe serviço secreto capaz de desvendar por meio de investigação tal ato, por ele denunciou em rede nacional, que ele em menos de quatro meses conseguiu supostamente desvendar uma um rede de prostituição infantil. E por que as autoridades da Paraíba não conseguem desvendar essa rede do mal?


Cabrini só pecou por que não apontou os culpados, só apontou as vitimas, e além disso, desmoralizou o meu bairro e a família das supostas vitima de envolvimento de prostituição infantil, que continuam vivendo da mesma forma que ele encontrou, na miséria, no desemprego, e sendo desprezada pelo Estado que não olha para os jovens da periferia, entregando os seus destino ao deus-dará.








                                     José Martins de Paiva - O Gari Martins da Cachoeira



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Coração de Mãe - POEMA DO GARI, Martins da Cachoeira  escrito em sexta 07 maio 2010 12:40

Coração de Mãe 

Autor: José Martins de Paiva – O Gari Martins da Cachoeira

 


 

 

 

 

O coração de mãe alegra-se ao ver seu filho nascer

O coração de mãe fica triste, partido e abatido,

Ao ver seu filho morrer.

Assim sofreu a virgem Maria

Sentindo tristeza e alegria

Ao contemplar Jesus Cristo falecer.


Uma mãe verdadeira é aquela que sabe amar

Que passa a noite acordada

Esperando o filho voltar.

Voltar da bebedeira,

Dos botecos e da orgia,

Assim sofre o coração de mãe

Esperando outro dia.

E quando chega o outro dia

E não ver o seu filho voltar

Seu coração fica triste e ela começa a chorar!

 

Tem coração de mãe

Que é preto de tanto se preocupar.

Preocupam-se com os filhos transgressores

Que nas drogas preferiram mergulhar.

Levando o coração de mãe ao planto

Mas o seu amor é muito maior,

O filho que menospreza a sua mãe

Corre, corre, mas a sua carreira termina no pó.


O coração de mãe é como um jardim,

Tem muitos tipos de flores:

Flores belas, flores secas e as flores espinhosas.

Assim é o coração de mãe,

Linda, sublime, meiga e graciosa!


Mãe peço-te perdão,

Porque ás vezes fiz-te chorar!

Fiz-te chorar porque não entendia

Nem compreendia o que é um coração de mãe.

Hoje depois de crescido

Cheguei a compreender

Que a palavra amor

É sinônimo de coração de mãe.

 

 


 Maio de 1996

 

 

 

 


Poema do gari


Martins da Cachoeira

 

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Sentindo na Pele  escrito em quarta 28 abril 2010 12:24

Blog de martinsogari :BLOG DO GARI PENSANTE  - MARTINS DA CACHOEIRA, Sentindo na Pele

Sentindo na Pele

 Autor: José Martins de Paiva, O Gari Martins da cachoeira

 

Quero sentir na pele

0 que o futuro me trará

Pois se hoje eu não plantar

Coisas excelentes e boas

Amanhã terei que colher

Magoas que me magoam.. 

 

Não quero no extremismo

Expressar os meus pensamentos

Para não explanar com arrogância

Os meus meros sentimentos.

Pois o meu futuro depende

Desse exato momento.

 

É fácil olhar e ver

Um mendigo jogado no chão

Difícil é sentir na pele

A dor e a perturbação

Que passa o pobre coitado

Sem ter teto, sem ter pão.

 

A esperança é a única que morre;

Assim dizem os conselheiros

Mas para quem estar na sarjeta

E em completo desespero

A única esperança que resta

É a angustia e o medo.

 

Já senti na minha pele

O peso da mendicância.

Na esmlarção eu vivia

Eu vivia no meu tempo de criança

O sofrimento abraçava-me

Matando a minha esperança.

 

 

Uma esperança forjada

Que repassaram para mim

A mesma esperança do burro

Que trabalha e come capim

Era ela que reinava

No meu coração mesmo assim.

 

 

Hoje vejo essa esperança

Repassada para o povo,

Povo que vive esperando

Para sua vida um renovo

Vivendo em grande aperto

Como o pinto dentro do ovo.

 

 

Diz um ditado popular;

Que quem espera sempre alcança

Porém, quem espera pelo homem.

Logo perde a esperança

E passará a sentir na pele

O peso da desesperança.    

 

 

 

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Retalhos da Memória (O Contraste do Gari Mais Politizado da Paraíba)  escrito em quarta 28 abril 2010 11:06

Blog de martinsogari :BLOG DO GARI PENSANTE  - MARTINS DA CACHOEIRA, Retalhos da Memória   (O Contraste do Gari Mais Politizado da Paraíba)

No dia 11 de janeiro de 1972, num barraco da maior favela da cidade, a Cachoeira, nascia José Martins de Paiva, O Gari . Sentindo-se um pré-destinado à miséria, com ar de tristeza e desolamento, contou-me sua história, definindo suas lembranças de criança como "infância do pesadelo".



A fome, maior bandida de sua vida, o devorava e enfraquecia. Sua refeição diária era um prato preparado com um bocado de farinha, cebôlas cortadas em pequenos pedaços e uma pitada de sal, o banquete descia goela-abaixo acompanhado por 3 ou 4 copos de água. Em dias que nada tinha para preencher os buracos do estômago espetado pela dor que roncava, o menino dormia anestesiando a fome que atormentava , e que apunhalando forte, por vezes o fez desmaiar.



As lágrimas presas no semblante escurecido ficaram nítidas, ao falar sobre o sonho de criança: ir à escola. Mas, seu desejo foi roubado pelos ratos que além de mordê-lo durante à noite, roeram seu registro de nascimento , documento que na época custava caro e era imprescindível para matrícula na escola. Angustiado , lembrou-se ainda do diálogo com a mãe:
_ Mãe, me bote na escola!
Que aos tapas lhe respondia:
_ Pra que que tu quer estudar miserável? Caderno de pobre é o roçado e a caneta a enxada. Vai trabalhar vagabundo!


Já que filho de pobre não ia à escola, sua rotina se alternava entre as esmolas que pedia nas ruas e as víceras de galinha procuradas entre as penas nas sarjêtas das granjas. Entre as lembranças remoídas , falou com olhos distantes sobre a história da galinha preta, morta, abandonada em um córrego sujo. Obrigado a descer à margem, a mãe o apedrejou, por ele não ter forças de trazer o jantar do dia para cima. Um engenheiro que trabalhava em uma obra observou a cena e chocado,e aos prantos o ajudou a subir. Passando as mãos carinhosamente pelos cabelos do menino que chorava disse:



_ Minha senhora, não faça isso com seu filho... Tome esse dinheiro e joga isso fora, que isso não é comida de gente. Agradecidos, mãe e filho se despediram do homem generoso, e enfim, quando já não havia mais ninguém à vista, voltaram ao córrego, apanharam a galinha e comeram.

Crescendo dentro da favela, recebeu os beijos de rejeitos, e viu-se em um dilema: a revolta ou a conformação. Entre lutar para crescer ou roubar para viver, trilhou os dois caminhos _mas não sem medo. Afinal sua mãe o repreendia com palavras duras, ditas sempre com um facão em punho:
_ Olha desgraçado, no dia que você roubar, eu meto essa faca no teu bucho e corto seu pescoço, seu infeliz miserável.

As palavras secas e cruas ecoaram por muito tempo em sua cabeça perturbada pelo destino difícil. Quando adolescente, apesar das ameaças da mãe, passou a viver como menino de rua. Sem trabalho e oportunidade de estudar, acompanhado por uma tropa de meninos, quebrou vidros de carros, pegou morcego em ônibus e derrubou muitos tambores de lixo, onde o proibiam de catar os restos.

Aos 15 anos, mesmo sem registro de nascimento, começou a freqüentar clandestinamente a escola. Porém a hostil bagagem das ruas o tornou agressivo ao ponto de em uma briga na escola, furar com um lapiz um colega de classe. Mais uma vez o sonho de aprender, escapou de suas mãos.

Com o tempo, muitos amigos morreram tragados pela criminalidade das ruas ou assassinados pela polícia, polícia essa que na favela da Cachoeira, entrava batendo nos "ciladrões", porque ali todos eram culpados até que provassem o contrário.

Aos poucos com ajuda de amigos, aprendeu a ler, e aos 18 anos, passou no concurso para gari, onde foi batizado com nome que o tornou conhecido, Gari da Cachoeira. Durante as coletas do lixo, os livros que para uns não tinham mais utilidade, eram levados para casa como peças valiosas. As obras eram lidas entre os intervalos do trabalho e as folgas no fim de semana. Ao longo dos anos tornou-se sindicalista atuante na categoria. Através de programas sociais de alfabetização de adultos concluiu o ensino fundamental e posteriormente o ensino médio por meio de supletivo.

Sua participação na luta por condições dignas de moradia aos moradores da favela da Cachoeira, foi determinante nas ações sociais que foram aplicadas na habitação e saneamento básico da comunidade.


Hoje, a favela já não existe-mais, A Cachoeira virou bairro da Glória, e embora as paredes sejam de concreto e não de taipa, o desemprego, a fome e o sofrimento causado pelas diversas faltas, permanecem ainda ali impregnados nas pessoas que continuam sem efetivas oportunidades de mudança.



O Gari da Cachoeira, casado, pai de 3 filhos, sindicalista, político atuante, candidato por duas vezes a cargos públicos, estudante de Direito, continua engajado em ações sociais que contribuam para mudanças no quadro infeliz de miséria sentido na pele, onde carrega ainda muitas cicatrizes.


Burrice do Saber


"Nada muda na vida
De quem não quer mudar,
Nascer burro e morrer cavalo
É méra utopia,
Pois a pior fantasia
É não querer aprender."

José Martis de Paiva, gari da cachoeira


Por: Anna Paula Oliveira. jornalista

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A Palma da Minha Mão - Poema do Gari Martins da Cachoeira  escrito em sexta 09 abril 2010 20:21

 

 

Papai, se os teus olhos fossem pretos,

Se o seu coração fosse azul

E se eu fosse um pintor

Eu diria assim para tu:

 

Vou pintar minha casa

Com o azul do teu coração

E com o preto que têm os teus olhos

Pintarei a palma da minha mão.

 

Pois quando eu olhar para minha casa

Verei o seu coração

Com tudo o que me ensinaste,

Nela encontrarei razão.

 

Para quando eu crescer

E os amigos perguntarem:

Onde estar o seu pai?

Direi, não sei.

Mas, de uma coisa eu estou certo,

Carrego os seus olhos pintados

Na palma da minha mão.

 

                    Poema do gari

Martins da cachoeira

               O gari simples e honesto

 

 

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