A Capital mundial do forró, Campina Grande-Paraíba, foi alvo de denuncia por parte do repórter e apresentador Roberto Cabrini, que apresenta o Conexão Repórter no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) na noite de segunda feira, dia 07 de junho do corrente ano.
A Equipe do Conexão Repórter passaram quatro meses fazendo reportagem investigativa para tentar descobrir uma suposta rede de prostituição infantil, gerenciada por uma menor de nome Preta, que segundo a reportagem, ela aliciava outras adolescentes a fazer sexo com turistas, variando o preço do contrato para a pratica sexual ilegal, de 70 a 200 reais.
As jovens participantes da entrevista, em boa parte, moram no Bairro da Glória I e II, um bairro pobre, ou melhor, é um conjunto popular na periferia de Campina, que abriga os antigos moradores da extinta Favela da Cachoeira, que é justamente o bairro que moro desde a sua fundação já que sou filho da extinta favela.
Foi apresentada a imagem e voz de Meninas de 10, 11, 17 anos que confessaram na reportagem (em muitos casos com câmara escondida e exibidas não sei se com a permissão dos pais das meninas já que elas são menores de idade), que elas praticam o ato de prostituição infantil, motivadas pela carência financeira e por incentivo de amigas de escola (e do próprio bairro onde mora) que assim como elas, já tinha recebido o convite para entrar no mundo da estrema humilhação psicossocial.
Uma das meninas chegou a afirmar que já praticou sexo com policiais, outras disseram que o dinheiro que recebem dos clientes serve para ajudar em casa no orçamento, isto é, dão aso seus pais para comprar comida. Os Pais que participaram da entrevista alegaram não conhecer a subvida das suas filhas, outros disseram que sabiam que as mesmas perderam a virgindade, mas não eram dos seus conhecimentos, o conhecer da vivencia na pratica da prostituição infantil revelada pelo repórter Roberto Cabrini.
O engraçado de tudo é que um repórter do sudeste do Brasil, sem se quer conhecer a fundo a nossa Paraíba, em menos de quatro meses, conseguiu desvendar essa infame decadência com os nossos jovens. Não existe policia na Paraíba? Não existe Ministério Publico na PB? Por que o repórter humilhou a Policia, os assistentes sócias da PMCG e o próprio Ministério Publico, ao mostrar essa reportagem ele quis mostrar que o estado da Paraíba não tem condição de fazer um investigação sigilosa, para tentar descobrir e boicotar o comercio do sexo infanto-juvenil, que foi revelada explicitamente pelo repórter Roberto Cabrini por meio do SBT.
O mais aberrante de tudo, foi o local marcado que ocorreu o encontro forjado pela equipe do Conexão Repórter com as meninas, eles se passaram como turistas do sexo para atrair as adolescentes, que pensavam que fossem clientes, o local estavam a menos de 200 metro da delegacia de Policia Federal em Campina Grande. Pense numa vergonha que a PF passou!
Será que é preciso vir um repórter do sudeste para ver o que está na cara das nossas autoridades? Quem poderá desvendar o elo perdido do comercio do sexo infanto-juvenil em Campina, que tudo brasileiro hoje sabe que existe? A Paraíba passou por ridículo, diante das revelações do Cabrini a todo o Brasil, que pode ver que a Paraíba em especial Campina e João Pessoas é terra sem Lei e sem gerente que pensa!
Não é pecado questionar: onde está a CPI da Prostituição infantil que apurava a participação de empresários, políticos, jornalistas, médico, pessoas de renomes, que supostamente estavam envolvidos com pratica de prostituição infantil?
Em 2004 foi divulgada uma lista com nomes de nobres, que foram citados nessa lista, “lista dos papafigo” de Campina e de quase toda Paraíba, só que não deu em nada. A sociedade paraibana clama por resposta da justiça e de todos os que foram eleitos com o voto do povo.
O Estado, precisa se justificar perante o povo, pois nomes de pessoas foram expostas ao ridículo como se já fossem culpados do crime contra as nossas crianças, e até agora, ninguém foi considerado culpado ou inocente.
Tinha-se inocente na lista da CPI da Prostituição infantil que apurava denuncias em Campina (PB)? Não sei se tinha, nem posso afirmar se tinha alguém culpado, porém, é de estranhar o porquê os citados, não entraram com ação na justiça, exigindo indenização pelo crime praticado contra a sua pessoa por ter seu nome exposto ao ridículo da imoralidade, e por que nenhum dos suposto culpados foram condenados.
À Paraíba aguarda a resposta final dos que ficaram calados, e não deram andamentos na apuração das denuncia! Certamente calaram-se por que não tinha nenhuma filha dos representantes da tripartite do Poder envolvidas como supostas participantes dessa desgraça nacional e internacional, que é a prostituição infantil.
O Ministério Publico Paraibano, se não der andamento na apuração, das denuncia requentadas, estará revelando que o Roberto Cabrini tem razão, e além de ter razão (já que nada foi provado por concreto), ele tem mais preparo do que todas as autoridades do Estado porque ele desmoralizou a as policias civil, militar e federal e o próprio Governo da Paraíba, mostrando que são inoperantes para com o povo.
O grande Roberto Cabrini veio a Campina e depois foi tomar o seu melhor whiskey nas praias de São Paulo, mas o que o que ficou na PB, foi à descriminação e o alto incentivo ao turismo sexual infantil. Sabe por quê? Por que sua reportagem foi maravilhosa, para render fama e ibope a o Conexão Repórter, por que bem sei da boa intensão do Cabrini mas ele não tem o poder de policia nem do a força do MP. O maior pecado da reportagem, foi não ter velado os nomes dos que lhe indicaram o telefone da jovem Preta por que sabemos que nada acontece por acaso, ou melhor, quem lhe encaminhou os meios de contato com as adolescentes, se assim fizesse ele facilitaria a prisão dos culpados, mas no caso de Campina não houve demonstração explicita desse interesse por parte da Equipe do Conexão.
Todos sabem que os culpados não foram apontados, já que as jovens são vitimas. Então podemos ver que, sua reportagem teve dois alvos, fortalecer seu ibope e manchar a imagem de Campina Grande e em especial do bairro que moro, o Bairro da Gloria, que já sofre tanta descriminação e com essa matéria mal feita, digo isso, por que não foi apontou os culpados, se quer disseram quem gerou a articulação de contatos entre as meninas e a sua equipe, e que só as supostas vitimas apareceram, e com isso, o Bairro Glória passou a ser mais ainda queimado na fogueira da descriminação daqueles que pensam que na periferia só tem os demônios do inferno social que fortalecem o crescimento e avanço do narcotráfico e da prostituição infantil.
Moro no bairro da Glória, posso ver de perto vários carros de luxo entrando no Gloria depois das 22 horas estranhamente. Na verdade é preciso dizer que, o bairro da Glória, não faz interligação com nenhum bairro nobre de Campina em via leste e seus moradores (a maioria) são: desempregados, servente de pedreiro, servidores públicos, assalariados e os que sustentam a economia informal, sem falar dos que dependem das esmolas do governo federal, por isso podemos analisar e ver que, nenhum morador podem comprar determinados carros que circulam fora de hora no bairro da Glória, a procura, ninguém sabe de quê.
Na Favela da Cachoeira isso não existia, por que lá, nem jumento descia, todos nós éramos tratados por muitos que não conhecia a nossa dor, como se fossemos bandidos, isto é, menos em época de eleição. Até mesmo, agentes da policia tinham medo de entrar na “Cachanga” depois das 22 horas, agora, é de estranhar carros de luxo circular por dentro do Glória, sem ter característica de carro da PM ou de qualquer força policial.
No Gloria não tem restaurante de luxo, pizzaria, danceteria, casa de promiscuidade que as elites usam como passa tempo. Depois das 22 horas quem reina no Gloria é o silencio, porque não temos uma área de lazer para nossas crianças e moradores poderem se divertir, praticar esporte ou jogar seu dominó. Se não existe meio de atração para os grandes se divertirem, por que esses nobres sempre visitam o nosso bairro na madruga?
Falta em Campina como em toda Paraíba, para radicalizar, falta no Brasil, o fortalecimento da Policia Forense e atuação da mesma em investigar certos atos criminosos e por na cadeia os bandidos da exploração sexualidade infantil. Mas é preciso também que o retrato da incompetência dos nossos deputados federais e do presidente da republica, seja reformado, por que eles não procuram mudar o nosso Código Penal brasileiro, e a não mudança ajuda essa desgraça crescer em todo País.
Com a Palavra o Ministério Publico da Paraíba e o govenador, por que mais uma vez digo: Um simples repórter que não conhecer a fundo os pontos geográficos da PB desmoralizou a policia militar da Paraíba, Policia Civil e federal demonstrando que não existe serviço secreto capaz de desvendar por meio de investigação tal ato, por ele denunciou em rede nacional, que ele em menos de quatro meses conseguiu supostamente desvendar uma um rede de prostituição infantil. E por que as autoridades da Paraíba não conseguem desvendar essa rede do mal?
Cabrini só pecou por que não apontou os culpados, só apontou as vitimas, e além disso, desmoralizou o meu bairro e a família das supostas vitima de envolvimento de prostituição infantil, que continuam vivendo da mesma forma que ele encontrou, na miséria, no desemprego, e sendo desprezada pelo Estado que não olha para os jovens da periferia, entregando os seus destino ao deus-dará.
José Martins de Paiva - O Gari Martins da Cachoeira
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